Tutorial

Encordoamento

Enviado por Ana Karoline

Como todo equipamento: guitarra, amplificador, efeitos, etc., não existe o melhor encordoamento, e sim o qual se adapta mais para você e para seu som.

Quanto mais grosso o calibre, mais encorpado fica o som, principalmente no som limpo. Quanto mais leve a corda, mais “magro” e “estalado” ele o será. Mas é lógico que temos que tomar em consideração como o guitarrista toca. Se ele toca leve, ou com a mão pesada. Corda leve com mão pesada não funciona, pois o som sai todo “estalado” e as notas sem sustentação. Agora se o guitarrista tocar leve poderá soar muito bem. Está aí o Frank Solari que tira um som maravilhoso e usa .08.

A .09 já é um meio termo legal, pois tem um som bom com distorção e é bem confortável para solar e dar bends.

Pelo fato da “pegada” para bases pedir uma corda mais firme que segure melhor a afinação e que podemos tocar com bastante força, é recomendável que se use uma .10, porque além do fato de o som sair estalado se você tocar forte numa corda leve, a tendência é a nota oscilar de afinação.

A corda .011 fica mais estável, porém fica um pouco dura para dar bends (principalmente os de dois tons), vibratos, etc. Isso acaba cansando a mão, fora um risco de pegar uma tendinite... (sai pra lá...), entretanto a corda mais espessa mantém melhor a afinação e tem um som mais cheio também. Uma solução para ter este som encorpado, mas não judiar dos tendões é afinar a .011 um tom abaixo, como fazia o Steve Ray Vaughan, por exemplo. Ouçam o som dele e vejam como o som é encorpado e como ele tocava forte. Até para quem gosta de som ainda mais pesado, como Sepultura, é possível usar uma .012 e afinar uma quarta abaixo, emulando uma guitarra de sete cordas...

No jazz, nas guitarras semi-acústicas, já se usa .012 ou .013 na afinação normal. Isso porque é necessário ter um som encorpado, bem limpo, e onde quase não se usa a técnica de bend e de vibrato. Desta forma os tendões ficam à salvo e o som uma maravilha!

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